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Além do Fim
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Setembro 10, 2010, 05:01:53
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Tópico: Além do Fim (Lida 765 vezes)
Rajnt
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teg teg
Além do Fim
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:
Maio 18, 2009, 05:34:47 »
Eu postei essa história no forum na época que eu a estava escrevendo, alguns devem lembrar. Bem, eu terminei ela e estou postando os capítulos semanalmente no blog:
http://blogalemdofim.blogspot.com/
Como eu sei que o povo aqui terá preguiça de ir até o blog para ler eu vou postar os capítulos aqui também.
Vou postar desde o começo mesmo porque quem leu não vai lembrar dos primeiros capítulos. Bem, se lembrar espere chegar nos novos então. ^^
Aí vai:
Além do Fim
Capítulo I:
Início
- Ahhhhhhhhhhhhhh!
Plaft!
- Ouch!
- Mais um – Diz uma voz.
- Onde eu estou?
- Levante-se, rapaz.
Ele se levanta e olha em volta. Se lhe pedissem para dizer que lugar era aquele, diria que era a descrição de sombrio.
- Qual é o seu nome? – O homem que pergunta (homem?) é uma espécie de animal escamoso com chifres.
- Lufus, eu acho. Onde eu estou?
- Está nas trevas, lugar chamado por alguns de Inferno.
- Onde eu estava antes?
- Deveria estar em Al’Sena, é para onde vocês vão logo que nascem.
- E como caí aqui? Eu morri?
- Assim que crescem todos os demônios vem pra cá.
- Demônios?
O animal aponta para um curso d’água. Lufus vai até a margem. A água estava totalmente parada, era azul escura, tão escura que era quase negra. Lufus se viu refletido nela, se fosse um espelho não estaria tão nítido. Era muito belo, podia reconhecer isso, parecia ser um humano comum, até perceber que havia uma coisa preta nas suas costas, eram asas. Com um susto ele recua para trás e olha novamente para o animal que o observa.
Depois de passar a surpresa olha novamente. Eram asas grandes de morcego. Ele tentou movimentá-las. Teve uma sensação estranha quando as esticou desajeitadamente. Olhou para as suas mãos e elas tinham garras. Procurou um rabo, escamas ou um chifre como do outro demônio, não achou mais nada de inumano. Ficou se fitando no reflexo um tempo, sua íris ficou vermelha e sua pupila se contraiu verticalmente como a de um gato.
- Porque quase pareço um humano? – Pergunta Lufus ainda se vendo.
- Porque você é um Incubus.
- Não sei se sei o que isso significa.
- É a sua raça, há várias raças de demônios.
- Mas eu posso mudar minha aparência, da mesma forma como mudei meu olho?
- Sei que está meio confuso, todos sempre estão, e é por isso que você tem de ir falar com Seth.
- Quem é Seth?
- Siga esse curso d’água naquela direção que você encontrará a moradia dele, ele é um Corruptor e o trabalho dele é explicar as coisas.
Lufus olha e vê o demônio apontando ao horizonte.
- Corruptor?
- Vá até lá - O demônio se senta numa cadeira de pedra.
Lufus vai.
***
Uma construção de pedra se erguia à margem da água. Não era muito grande. Havia um símbolo macabro em cada um dos lados do portal de entrada.
Entrando, Lufus viu um demônio sentado numa poltrona de pedra. Este estava escrevendo num papel velho com uma pena. O lugar era um cômodo só, grande e redondo, com objetos estranhos espalhados. Uma espécie de cama ficava ao fundo. Não tinha portas ou janelas e as paredes estavam cheias de quadros e papéis. As duas únicas cadeiras estavam em frente à mesa, onde a criatura escrevia. O local era iluminado de forma misteriosa, pois não existiam entradas para a luz, nem lâmpadas ou velas.
O demônio pareceu não perceber a presença de Lufus, que diz:
- Sabe onde posso encontrar o Seth?
- Sou eu – Ele solta a pena e olha para o visitante.
- Me disseram para vir até aqui.
- Eu sei, sente-se.– Seth aponta para uma das cadeiras.
Lufus obedece.
- Ultimamente estou tendo muito trabalho. Parece que nossas raças estão se proliferando.
Seth era bem assustador, porém nem tão feio como o outro. Não tinha aparência de humano, mas também não era muito monstruoso. Seu rosto era comprido assim como seu nariz, suas orelhas eram pontudas. Era azul e tinha um rabo que ficava mexendo sobre sua cabeça. Seus braços eram magros e não tinha garras, se vestia com roupas velhas e batidas.
- Qual seu nome? – Pergunta ele.
- Lufus.
- Sabe quem são seus pais?
- Não.
- Então você não é um Lorde, quem nasce um se lembra.
- Então sou o que?
- Não sei, tenho de saber sua descendência ou conhecer seu poder.
- O que é um Corruptor?
- É uma casta, aquele idiota andou me chamando de Corruptor de novo não é? Pois fique sabendo que sou um Lorde!
- Você nasceu sabendo de tudo?
- Eu não nasci Lorde, e os que nascem não sabem de tudo, mas se lembram dos seus pais.
- Estou muito confuso, não me lembro de nada antes de chegar aqui.
- Al’Sena é assim mesmo, vou lhe explicar:
“Assim que um demônio nasce é mandado pra lá. Você não fica em um estado muito consciente, mas aprende tudo do básico: aprende a falar, andar, fazer contas, o que é uma cadeira, o que é um humano, etc. Porém não aprende todos os detalhes, ou seja, você vem para cá como se tivesse sofrido uma amnésia, não sabendo quem é, não lembrando de seu passado, mas entendendo as coisas perfeitamente, não ficando como um bebê”.
- Mas porque não aprendemos tudo lá?
- Nós vamos pra lá recém-nascidos, não dá pra aprender tudo. Fora que não conseguimos desenvolver nem aplicar nossos poderes lá.
- Poderes?
- Você vai descobrir os seus, você já está pronto. Quando um demônio chega aos 21 anos, completa a maturidade e vem para cá, agora você envelhece muito lentamente.
- Vou morrer um dia ou vou ficando velho infinitamente?
- Chega uma hora que você estaciona, nunca chegamos a ficar velhos, dependendo da raça você mal sai da juventude. Incubus como você são sempre novos, param em uns 25 anos aparentes.
Seth se levanta.
- Mas você pode ser assassinado, aí você morre. Agora venha comigo.
Eles vão pra fora. Seth traz um cachorro numa coleira e uma gaiola com um macaco.
- Vamos treinar seus poderes
- O que vou ter que fazer?
- Manipulação, com você é um Incubus isso vai ser fácil. Vamos ver se você tem poderes de ampliação.
- Como assim?
- Demônios têm habilidades para aumentar poderes, isso nos faz bem destrutivos.
Seth tira a coleira do cão
- Tente fazer com que ele sente, deite e role.
- Como faço isso?
- Tente, no fundo você sabe.
Sem saber ao certo o que fazer Lufus aproxima-se do cachorro, olha para os olhos dele. O animal começa a mostrar os dentes, entende a encarada como um desafio. Lufus continua a olhar fixamente.
- Senta! – Ordena
O cachorro se abaixa na pata esquerda.
- Deita!
Ele obedece
- Rola!
O animal rola para a direita.
- Pronto
- Muito bem, agora tente com o macaco. – Ao dizer isso ele abre a gaiola.
- Quer que ele faça a mesma coisa?
- Não, quero que o hipnotize.
- Eu posso fazer isso?
- Vai ter que ampliar sua manipulação. Treine que você consegue, depois treine Ampliação de Força e Ampliação de Resistência. Chegou outro demônio, preciso atendê-lo, depois volto para ver se conseguiu.
Ele vai.
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Leiam Além do Fim.
senshin
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Re: Além do Fim
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Responder #1 :
Maio 19, 2009, 12:12:34 »
Ah, sim, eu tinha lido, na época. Retomarei.
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Rajnt
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teg teg
Re: Além do Fim
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Responder #2 :
Maio 19, 2009, 07:57:33 »
Valeu, vou atualizando aqui junto ao blog.
Capítulo II:
A Nova Hóspede
- Ahhhhhhhhhhhhhh
- Ahn?
- Já tem outra!
Ela abre os olhos e se vê nos braços de uma criatura escamosa.
- Ah!!
Ela pula no chão e se afasta.
- O que é você?
- Um demônio, como você.
Ela vê um rabo mexendo ao lado de sua perna esquerda, em seguida percebe que quem mexe o rabo é ela.
- Qual o seu nome?
- Jasira. Que lugar é esse?
- As trevas. Outro demônio acabou de chegar de Al’Sena assim como você, se for rápida pode pegar as explicações junto com ele.
- Pegar explicações?
- Vá falar com o Corruptor Seth, ele te dirá tudo o que quer saber. É só seguir esse curso d’água para lá.
- Mas você podia me...
- Desculpe, mas eu não tenho paciência para ficar repetindo o que falo, se o outro demônio não tivesse acabado de chegar eu até te ajudava mais.
- Está bem, é... obrigada.
***
Jasira chega a uma construção toda de pedra à margem da água. Vê duas pessoas do lado de fora, logo em seguida percebe que provavelmente não são pessoas. Estavam com o que pareciam ser uma gaiola e dois animais.
Uma das pessoas vem em sua direção. Mais de perto Jasira percebe que é um monstro, um demônio, como talvez ela seja, ainda não se acostumava com essa idéia.
- Quando digo que tenho muito trabalho ultimamente ninguém dá atenção – diz o demônio ao se aproximar.
- Você é Seth?
- Sim, entre.
Os dois entram no lugar.
- Pode sentar-se – Seth aponta para uma das cadeiras que estão de frente a uma mesa.
Ele senta em uma poltrona de pedra. Jasira também se senta.
- É sempre um prazer auxiliar uma Sucubus, sem malícia – diz Seth sorrindo.
- Uma o que?
- Sucubus, é a sua raça.
- Então sou mesmo um demônio?
- É! Tem alguma dúvida?
- Mais ou menos.
- Sei que está confusa, vou te explicar tudo.
***
- Sai!
O macaco se pendurou no pescoço de Lufus, este empurra o animal para longe.
- Fique quieto!
Ao se levantar, o macaco começa a correr.
- Volte aqui animal do inferno!
Sem dar atenção, o símio continua correndo.
- Eu disse volte!!!
Num pulo o bicho obedece e volta.
- Agora como eu faço isso?
Lufus deseja que sua manipulação sobre o macaco aumente. Sente seu corpo esquentar e ele se sente confiante.
- Olhe para meus olhos!
O macaco aparenta estar pasmo.
- Parece que eu consegui.
***
- E como faço para usar meus poderes? – Pergunta Jasira
- Vamos treinar agora, veremos quais poderes você tem. – responde Seth.
- Treinar?
- É, vamos lá fora.
***
- Me bata!
O macaco pula e acerta um soco no rosto de Lufus.
- Consegui, não senti nada.
O animal bate outra vez.
- Pare!
- Vejo que está se saindo bem. – Seth diz ao se aproximar.
- Sim, já consegui ampliar minha força, minha resistência, minha...
Seth estava acompanhado de uma mulher, era um demônio também, mas era muito bela. Ela era alta, possuía asas iguais as do Incubus, tinha também um rabo e caninos pontudos. Todavia qualquer característica demoníaca nela era ofuscada por sua beleza, Parecia mais uma obra de arte do que uma mulher de tão linda. Ela o olhava intensamente, como se o tivesse achado tão bonito quanto ele a achou.
- É sempre impressionante quando uma mulher vê um Incubus pela primeira vez e vice-versa. Mas devo alertá-los que uma união entre os dois nunca daria certo. – Seth parece achar graça da situação.
- Por que? – pergunta Jasira.
- Vocês devem se relacionar com humanos, tanto que é a única forma de procriarem.
- Ela é um Incubus como eu? – pergunta Lufus.
- Não exatamente, ela é uma Sucubus, que é o equivalente feminino à sua raça.
Os dois se fitam por mais um instante.
- Agora vamos ver se ela tem ampliação, já que você conseguiu, poderia ajudá-la. – fala Seth.
- Certo.
***
- Agora vamos tentar poderes mais difíceis. – diz Seth
- O que seria? – Lufus apreciava o treino.
- Metamorfose. Imaginem-se com chifres.
Mal Seth termina a frase e Lufus sente chifres saindo de sua cabeça.
- Muito bem, vejo que estão rápidos.
Os chifres que ambos criaram eram iguais aos do demônio escamoso que ambos encontraram quando chegaram.
- Metamorfose é muito útil para esconder asas, ficar parecido com humanos ou se disfarçar. – explica Seth - Lufus, mande o macaco subir no seu ombro.
Lufus hipnotiza o animal e esse sobe em seu ombro.
- Veja que seu chifre sumiu.
Era verdade, o chifre que ele havia feito brotar não estava mais lá.
- Vocês têm que ter cuidado, se esquecerem da metamorfose voltam à forma real no mesmo instante.
Lufus tira a hipnose do macaco que volta pro chão.
- É difícil se concentrar em outro poder e manter a metamorfose, vocês precisam treinar isso. – explica o Lorde.
Jasira tenta sem sucesso aumentar sua força sem fazer seu chifre sumir.
- Vamos tentar Incorporação. Esse poder permite que vocês possuam o corpo de algum animal ou humano. Tentem com eles. – Seth aponta para o cachorro e o macaco.
Jasira fica olhando o cão sem saber o que faz. Mentaliza que é um espírito e tenta invadir a cabeça do cachorro. Quando percebe que está dentro, olha para o macaco e vê os olhos de Lufus nele. Sorri e tenta sair.
- Numa dupla é sempre mais fácil. – resmunga Seth.
- Impressionante! – comemora Lufus.
- Vamos aos outros poderes demoníacos, Ilusão e Ocultação, são poderes psíquicos que criam a ilusão de algo que não existe ou oculta algo real.
- Vamos lá...
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Última modificação: Maio 19, 2009, 08:05:22 por Rajnt
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Re: Além do Fim
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Responder #3 :
Maio 20, 2009, 11:24:23 »
estou lendo, mass.. se puder ir guardando isso ae, pois na nova menace vai ter espaço para esse tipo de texto =)
enquanto ela não chega... vai colocando aqui.
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senshin
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Re: Além do Fim
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Responder #4 :
Maio 22, 2009, 01:10:27 »
Pergunta: o chifre é igual ao que eles tinham visto porque foi assim que eles imaginaram ou porque existe uma "forma correta" de chifres em demônios?
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Re: Além do Fim
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Responder #5 :
Maio 22, 2009, 09:15:00 »
Porque eles imaginaram assim.
Pode deixar que quando vier a nova menace eu coloco lá.
Continuem lendo. =D
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Re: Além do Fim
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Responder #6 :
Maio 23, 2009, 12:19:02 »
Eu lembro que eu acompanhei, acho, até o 4º ou 5º capítulo.
Já pensou em reescrever para ver o quanto ia mudar no estilo e tal?
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Re: Além do Fim
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Responder #7 :
Maio 23, 2009, 05:20:06 »
O estilo mudou do primeiro capítulo até o último, mas não pretendo reescrevê-la não, a minha idéia inicial era fazer essa história para treinar minha escrita, gosto do tema demônios mas não pretendo continuar escrevendo histórias de fantasia.
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Re: Além do Fim
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Responder #8 :
Maio 23, 2009, 06:51:51 »
Pena. Escrever é o que há!
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Rajnt
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Re: Além do Fim
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Responder #9 :
Maio 23, 2009, 07:16:06 »
Você entendeu errado, não pretendo parar de escrever, pretendo parar de escrever histórias de fantasia.
Quero escrever histórias realistas.
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Última modificação: Maio 23, 2009, 07:17:40 por Rajnt
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Re: Além do Fim
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Responder #10 :
Maio 24, 2009, 12:36:47 »
Pena². Fantasia é bacana.
Pretendo escrever as duas coisas.
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Rajnt
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Re: Além do Fim
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Responder #11 :
Maio 26, 2009, 06:42:37 »
Capítulo III:
Diálogos D’Outro Lado
A sala era clara, tinha um tom amarelo claro que aumentava a luminosidade. Havia alguns quadros nas paredes com imagens de paisagens limpas. O chão era um tatame, qualquer um diria que era uma academia de artes marciais, era esse o disfarce.
Um homem de kimono estava sentado no chão de pernas cruzadas, um jovem senta a sua frente.
- Acho que está na hora. – Diz o jovem.
- Hora? – pergunta o velho
- Já posso usar uma arma.
- Sim, claro! Você passou um bom tempo lutando de mãos limpas. Você teve paciência Dédalos.
- Obrigado.
O homem se levanta e abre uma porta corrida que era a parede dos fundos.
- Entre.
O lugar que fora revelado era quase do tamanho da outra sala, porém estava forrado de armas de todos os tipos.
- Como conseguiu esse arsenal senhor Cian?
- Tive ajuda governamental. – Cian tinha um sorriso de orelha a orelha.
- Nem sei o que pegar.
- Prefere que tipo de armas?
- Gosto de armas de fogo.
- Armas de longa distância como as de fogo são boas, mas os demônios têm muito reflexo e são extremamente ágeis, não é fácil acertá-los.
- Eu sei.
- Por outro lado armas de curta distância te deixam mais perto deles, o que é um risco.
- Risco se corre de qualquer jeito. Vou pegar dos dois tipos.
- Tudo bem, não esqueça de pegar munição.
- Vou ficar com essa pistola e esse facão.
- Sempre que precisar de munição pode vir aqui.
- Certo.
Os dois saem e Cian fecha a porta. Em seguida senta no chão novamente.
- Estão aparecendo mais demônios ultimamente. – Diz Dédalos.
- É o que estão me dizendo.
- O que será que está havendo?
- Não sei, mas coisa boa não é.
- Ultimamente nós temos que sair toda a noite para vasculhar, às vezes temos problemas até de dia.
- Acho bom vocês andarem mais juntos.
- Mas vamos cobrir uma área menor.
- Fiquem pertos pelo menos.
- Tive a impressão de ver uma besta ontem.
- Acredite, se tivesse visto não se esqueceria.
- Demônios são demônios, seja qual for sua raça.
- Bestas costumam ser mais fortes que as outras, e ainda existem os Incarnas.
- Incarnas?
- É uma raça muito poderosa, não sei se há outro além de Satã.
- Nossa!
- Ainda bem que nenhum Lorde aparece por essa região, senão estaríamos em maus lençóis.
- Você já viu algum Lorde?
- Eu vi tantos demônios quanto você, eu ensino, guio e ajudo os guardiões, nunca fui um.
- Entendo.
- Talvez ainda não tivesse vivo se fosse um.
Dédalos olha para o nada pensativo.
- Essa vida é perigosa meu jovem, mas você anda se saindo bem.
- Obrigado.
- Acho que algo ruim está por vir, e olha que não sou de ter pressentimentos.
- Espero que você esteja errado.
- Eu também.
- Não é bom recrutar mais alguém?
- Não é fácil encontrar uma pessoa apta para ser um guardião.
- Se eu pude ser, qualquer um pode.
- Não se subestime, já disse que você se sai muito bem.
- Mas antes de ser um guardião eu era um zero à esquerda.
- Você sabe que não. Está com medo?
- Não é isso.
- É normal sentir medo, isso te faz humano.
- E pode me atrapalhar.
- Olhe, ter três guardiões numa região já é um número alto. Soube de lugares que se viram com um só.
- Se continuar a aparecer tantos demônios, esses caras não vão agüentar sozinhos.
- É incomum demônios andarem em grupo, são seres solitários.
- Eu já enfrentei dois de uma vez.
- Eu disse incomum, não impossível.
- O problema é que eles são imprevisíveis, não dá para se guiar nessas teorias, creio que não dá para conhecê-los.
- Uma teoria é certa, eles têm individualidade, cada um é cada um, assim como nós.
- Não gosto quando os compara com humanos.
- As semelhanças existem, não dá para negar.
- Dá, são muito diferentes de nós.
- Alguns podem até se passar por humanos.
- Maldita metamorfose!
- É por isso que eu sempre digo para tomarem cuidado, os demônios não são confiáveis, eles mentem, enganam, traem, manipulam mais do que qualquer humano.
- Nunca confiaria em um.
- Melhor assim, muitas vezes eles parecem bem convincentes, sempre desconfie de humanos assim.
- Eu nunca encontrei um demônio disfarçado.
- Talvez não tenha percebido.
- Talvez.
- Você parece bem cansado rapaz.
- E estou. Mas não é cansaço físico.
- O que é pior ainda. Vá, descanse um pouco hoje. A vida de um guardião é muito dura.
- Obrigado.
Dédalos sai da sala. Cian volta a ficar sozinho, numa espécie de meditação.
- Você ainda vai ter muitos problemas.
Cian fecha os olhos.
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Rajnt
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Re: Além do Fim
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Responder #12 :
Junho 02, 2009, 10:38:22 »
Capítulo IV:
Hora de Ir
- Falta mais uma coisa. – Disse Seth.
- O que?
- Vocês terão de me tocar.
- Só isso?
- Não se superestime Lufus.
- Podemos começar?
- Quando quiserem.
Lufus se lança extremamente rápido ao encontro de Seth, enquanto Jasira se manteve parada, desconfiada. Confiante de que já tinha conseguido, Lufus estende a mão e só encontra ar.
- Mas o que...
Olhando para cima, Lufus vê Seth no alto sorrindo para ele.
- Terão de ser mais do que rápidos para me pegar!
- Mas você voa. – Reclama Jasira.
- Quero ver se vocês também voam, essa é a última parte do treinamento.
Jasira salta, sobe alto, uns cinco metros do chão, mas não chega nem perto de Seth, este nem se preocupou com a investida.
- Droga. – Diz Jasira ao cair no chão.
- Minha vez!
Após se distanciar um pouco, Lufus corre para pular, salta tão alto quanto Jasira, ou seja, não o suficiente.
- Tenho asas pra que! – Lufus pareceu impressionado com as próprias palavras. – Isso! Minhas asas.
Totalmente descoordenado, Lufus mexe suas asas, tenta se concentrar em controlá-las. Tem muita dificuldade, olha para a sua mão e começa a movimentá-la em comparação. Logo vê que não é tão complicado, enfim consegue movê-la perfeitamente.
- Vão desistir tão rápido? – Seth pergunta lá de cima.
- Você vai ver!
Agachado, Lufus pega um impulso para o salto, assim que sobe bate as asas lentamente. Vai pegando altitude, porém sem muita velocidade. Seth não foge quando Lufus chega perto, só espera que este o toque. Como tocou.
- Muito bem, você conseguiu.
- Você duvidou?
- Pare de bater as asas.
Lufus começou a cair ao parar, voltou a batê-las para continuar voando.
- Não dá.
- Dá sim, você só precisa desenvolver seu vôo.
- Pelo menos consegui te pegar.
- É, agora é a vez da Jasira. Jasira?
Seth procura, mas não vê mais a Sucubus lá embaixo.
- Peguei! – Jasira diz isso atrás de Seth, ao passar os braços por baixo dos dele e o segurar.
- Muito bom, me pegou de surpresa. Agora vamos descer.
Lufus simplesmente para de bater suas asas e cai de pé tranquilamente.
- Lufus, se você conseguir voar sem usar as asas vai ser mais rápido.
- Então pra que elas servem?
- Esticando-as enquanto voa, você terá mais precisão e velocidade, mas não precisa delas para voar. Eu não tenho asas e vôo.
- Vou tentando.
- Seus treinamentos já acabaram, agora venham!
Todos voltaram para dentro da casa.
***
Seth se sentou na poltrona e cada um dos outros foi para uma cadeira.
- Sei que estão cansados com o treinamento.
- Sim, eu estou com fome. – Diz Lufus.
- Claro que está, vocês não comeram desde que nasceram.
- Nossa.
- Mas não há comida para vocês aqui, até porque nós não nos alimentamos de comida.
- Já imaginei. – Diz Jasira.
- Pode comer o que quiser se achar o gosto bom, mas não vai te alimentar.
- O que vai? – Lufus ficava cada vez mais intrigado.
- Almas.
- Almas? E como conseguimos? – Ele gostou da idéia.
- Com humanos, vocês conseguem os matando, ou se eles te entregarem de bom grado. O que para as suas raças não é nada difícil.
- Há humanos por aqui?
- Não, mas um demônio pode dar um pouco de alma que tenha pegado a outro demônio.
- Prefiro pegar de humanos. – Jasira dizia entediada.
- Obviamente, é o seu instinto. Para encontrar com um, tem que ir até o plano deles.
- Onde fica? – Pergunta Lufus.
- Fica logo acima daqui. Para chegar vocês podem pegar um portal.
- Como chego num?
- Eles estão por toda as trevas, é só você olhar no horizonte, são estátuas gigantescas que podem ser vistas de longe.
Lufus já estava levantando.
- Espere, antes vocês precisam conhecer algumas coisas do mundo deles.
- Mundo? – Pergunta o Incubus.
- O mundo é o mesmo que o nosso, mas é comum usarmos esse termo.
- Então fale o que precisamos saber.
- Eles podem vê-los perfeitamente, mas se os manipularem bem, nem precisam se metamorfosear, porque eles acabam nem percebendo suas asas, garras e tudo mais. Uma boa vantagem de suas raças, serem parecidos com humanos.
- Mas se perceberem, é só matá-los e pegar suas almas. – Diz Lufus satisfeito.
- Sim, mas ainda há outra coisa.
- O que?
- Guardiões.
- Ahn?
- São humanos que sabem de nossa existência, estão armados e são treinados para defenderem as pessoas contra nós.
- Pelo menos são só humanos.
- Mas muitos são bons, vocês são inexperientes ainda, não é bom se confrontarem com eles.
- E como reconhecemos um?
- Não sei, tenham cuidado. Mas há poucos deles, e não têm poderes como nós.
- Vou ser discreta. – Diz Jasira.
- Vou olhá-los daqui, qualquer coisa que quiserem saber sobre lá, é só perguntarem quando voltarem.
Seth desenhou um círculo na mesa, o miolo dele ficou preto.
- O que é isso? – Pergunta Lufus.
- Vocês não podem ver nada aqui, porque esse poder não podem ter.
- É um poder de Lorde?
- Não, a raça de vocês não desenvolve o poder da Visão. Isso me permite usar algum objeto para ver qualquer lugar.
- Falando nisso, sabe de que casta somos?
- Pela quantidade de poderes, incluindo vôo, me parece que ambos são Duques, isso é bom, acima de vocês só há General e Lorde.
- E como subimos de casta?
- Terão de aumentar seus poderes.
- Vamos indo, que estou fraco.
- Não precisam de muito, a fome os deixam fracos, mas uma pessoa já tem alma suficiente para muito tempo.
- Certo.
- Podem ir.
***
Ao sair, Lufus agora percebe as estátuas gigantes de monstros, estão sobressaindo na névoa que se espalha por toda as trevas, há portais por toda a parte.
- Aquele ali, parece o mais perto. – Jasira diz apontando para uma estátua que está na direção em que vieram.
- Também acho.
Os dois caminham até lá.
«
Última modificação: Junho 02, 2009, 11:22:18 por Rajnt
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Re: Além do Fim
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Responder #13 :
Junho 04, 2009, 04:07:41 »
Ah, esse Cian...
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Rajnt
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Re: Além do Fim
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Responder #14 :
Junho 09, 2009, 09:37:57 »
Capítulo V:
“Mundo Real”
- É como eu imaginava.
Lufus se via num beco. Estava agora na terra dos humanos, acompanhado de Jasira.
Era noite, a lua não brilhava muito, a maior parte da luz noturna era artificial. O beco era o local mais escuro dali, onde as luzes dos edifícios, postes, casas e os faróis dos carros não atingiam muito. Podia se ver uma rua dali, o beco dava nela, ele era bem estreito, porém ultimamente andava movimentado. A parede do outro lado emanava uma energia, Lufus via que se ele tentasse atravessar voltaria ao portal que o trouxe.
- Olhe! – Jasira chamou sua atenção.
- Humanos. – Constatou.
Um casal apareceu na calçada em frente ao beco, com um carrinho de bebê.
- Parece que achamos nossas primeiras vítimas. – Lufus sorria.
- Será que devemos? – Pergunta Jasira.
- Do que está falando?
- Não seria melhor acharmos alguém que estivesse sozinho?
- Mas são só humanos, se não conseguirmos as almas deles por bem, podemos matá-los.
- Mas muitos iam ver se atacarmos eles aqui, em público.
- Tem razão, seria um problema.
- Vamos esperar eles saírem, então vamos em busca de outros.
- Parece que estamos com sorte.
O rapaz beija a moça e atravessa a rua, ela fica parada olhando para o carrinho.
- Eu vou atrás do homem, fique com a alma dela. – Dizia Jasira já se encaminhando para fora.
A mulher olha para Lufus quando ele sai do vão, este a recebe com um sorriso.
- Olá. – Diz ele elegantemente.
- Ah... oi. – A mulher balança o carrinho sem muita consciência do que está fazendo.
- Poderia me dar uma ajuda? Estou meio perdido.
- Sim, claro. – Os olhos dela brilhavam.
- Poderia tomar um café comigo enquanto conversamos? – Ele oferece gentilmente.
A mulher olha um instante para o outro lado da rua, para farmácia onde seu marido havia entrado.
- Tudo bem. – Ela sorria.
Os dois caminham para a lanchonete ao lado do beco.
***
Três jovens conversavam numa viela bem parada.
- Afinal o que fazemos aqui, devíamos patrulhar. – Disse um deles.
- Hoje está tudo calmo. – Dizia Dédalos pensativo.
- Graças a Deus. – A garota que disse isso, o fez inexpressiva.
- Você vai ver como fizeste bem em começar a usar armas. – O primeiro falou.
- Eu sei. – Responde Dédalos.
- É muito arriscado enfrentar demônios sem nada pra se defender, eles são muito fortes para nós.
- Mas você também começou sem armas Joshua. – Dédalos o lembrava.
- Sim, mas logo peguei uma.
Joshua estava sentado no capô de um Corvette, o carro era de Dédalos. Joshua se vestia de bermuda e estava com uma camiseta vermelha, ele usava roupas com cores fortes, pois achava que os demônios não gostavam. Ele era o mais singular dos três, não era corajoso, honrado ou vingativo, simplesmente achava que não tinha nada a perder, odiava os demônios só pelo fato de serem demônios. Tinha dois revólveres de calibre 45 na cintura, estavam em coldres num cinto que sempre usava. Hoje ele estava com uma espingarda calibre 12 pendurada por uma alça diagonal que cortava seu peito, raramente andava com a arma, por ela ser grande e chamar atenção. Ele tinha 23 anos, e não possuía porte de arma.
- Que seja, agora não faz mais diferença, já que estou armado também.
- Tá, você quer o que? – Pergunta Joshua.
- Nada. Pra que trazer essa espingarda?
- Ah, depois que o Cian falou que tínhamos que andar juntos, eu achei que fosse precisar de algo mais agressivo.
- Resumindo, ele está com medo. – Disse a garota.
- E você já me viu temer algum demônio, Morigan?
- Não, mas você provavelmente não demonstra.
Morigan estava sentada no chão, era a única mulher ali, era também a mais nova, e a mais imprudente dos três. Na opinião de Dédalos ela perdia a noção do perigo, enfrentava os demônios como se fosse fácil derrotá-los.
- Não tenho medo de demônios, e nem de demonstrar meus sentimentos.
- Ta bom então, você trouxe a arma só por precaução. – Ela estava vestida com uma calça de ginástica e uma blusa regata apesar do vento frio da noite. Ela abandonou seu estilo gótico desde que soube da existência dos demônios. Já que, ao que parecia, eles realmente gostavam do estilo.
- Vamos dar uma andada por aí, pra ver se está tudo bem.
- Calma Joshua, daqui a pouco nós vamos. – Reclama Dédalos.
- O que Cian falou pra você da última vez que se encontraram?
- Por que esse interesse?
- Desde então você anda muito pensativo. O que ele disse?
- Nada de mais Joshua, nada de mais.
***
Quando Lufus tocou na pele da mulher, sentiu algo maravilhoso. Sentiu seu corpo receber um calor intenso. Parecia que um fluxo de energia entrava por suas mãos e corriam seu corpo inteiro, era um prazer inacreditável. Ele pode sonhar durante alguns segundos e por este instante achou sua vida perfeita. Ao término se sentia totalmente revigorado e forte.
- Terei tudo o que quero agora? – Pergunta a moça.
- E a partir de agora sempre terá.
- Qual é teu nome?
- Lufus.
- Acabo de entregar minha alma ao demônio, não é?
- Mais o menos isso.
- Parece que perdi uma parte de mim.
- Pelo menos você estará sempre comigo agora.
- Vejo que minha vida estará perdida.
- Mas você não vai se importar, sua mente não é a mesma agora.
Ela olha para o chão com uma expressão vazia.
- Tenho que ir agora. – Ele se despede.
- É... Tchau. – Ela agora sentia um vazio na alma e uma tremenda melancolia.
Ele se levanta e sai sem olhar para ela.
***
Ao sair na rua ele não vê nem Jasira nem o homem que ela foi atrás, o que chamava a atenção de Lufus agora era um prédio alto localizado a umas duas quadras da lanchonete. Ele foi até lá.
Assim que entrou o porteiro lhe cumprimentou.
- Pois não?
- Queria ir até o terraço.
- Pegue o elevador até o último andar e suba a escada no fim do corredor.
- Muito obrigado. – Lufus já se acostumou com a facilidade de lidar com humanos.
Subiu até o topo, achou a escada, o fim dela dava em uma porta, ele a abriu e chegou lá fora.
- Nossa!
Percebeu que quando absorvia uma alma todas as sensações se tornavam mais prazerosas. Sentir o vento bater no seu rosto estava lhe dando muito conforto.
Lufus sentou no beiral do prédio e ficou observando a cidade, poderia ter chegado lá voando, mas iriam vê-lo. De qualquer modo estava lá, e era um lugar agradável. Já pensava em ter mais almas, e refletia na idéia de que a sensação de matar talvez seja ótima, ele sente um impulso a fazê-lo.
- Ei!
Lufus se vira e vê uma gárgula, quando chegou ela não estava lá.
- O que foi? – Ele pergunta.
- Esse local é meu, vá pastar em outro lugar!
A gárgula tinha uma voz monstruosa e estava bem agressiva.
Lufus se levanta e fica frente a frente com ela.
- E quem vai me expulsar?
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Última modificação: Junho 10, 2009, 02:47:33 por Rajnt
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